Voltar pro blogComece grátis
Mudança e Apartamento

Garantia do aluguel do primeiro apê: fiador, caução ou seguro-fiança? A conta do casal antes de assinar

Fiador, caução ou seguro-fiança na hora de alugar o primeiro apê? Veja a conta do casal pra escolher a garantia do aluguel sem susto no orçamento.

Bia Tavares18 de julho de 20266 min de leitura
A hand holding a key to a door

Era uma terça de manhã quando a imobiliária mandou a mensagem que a gente esperava havia semanas: apê aprovado, faltava só escolher a garantia. No nosso primeiro mês de busca, ninguém tinha explicado que aquilo era uma decisão de verdade. A gente achava que alugar era assinar o contrato e pegar a chave. Aí veio a lista: fiador, caução ou seguro-fiança. Três palavras, três contas completamente diferentes, e o corretor esperando resposta pra ontem.

A gente quase escolheu no susto. Foi só quando sentamos com a calculadora que percebi: essa escolha mexe em quanto sai da conta agora, quanto sai todo mês e quanto volta pro nosso bolso lá na frente. Se vocês estão prestes a alugar o primeiro apê juntos, vale parar cinco minutos antes de responder qualquer corretor.

O que ninguém te explica sobre a garantia do aluguel

A garantia é a segurança que o dono do imóvel pede caso vocês parem de pagar. Faz sentido do lado dele. O problema é que cada tipo cobra de um jeito diferente, e o casal costuma olhar só o número de hoje, esquecendo o resto.

Existem três caminhos mais comuns. O fiador é uma pessoa (quase sempre parente) que assume a dívida se vocês não pagarem, e geralmente precisa ter um imóvel quitado. A caução é um valor que vocês depositam de entrada, normalmente equivalente a alguns meses de aluguel, e que volta no fim do contrato se estiver tudo certo. O seguro-fiança é uma apólice: vocês pagam um valor a mais todo mês (ou uma anuidade) pra uma seguradora cobrir o proprietário.

Cada regra específica depende do contrato e da imobiliária, então confirme sempre os detalhes com quem está alugando e, se der, com um profissional. O que eu posso te mostrar é como a gente organizou a conta pra não escolher no impulso.

Fiador: o mais barato no papel, o mais chato na prática

No nosso caso, o fiador seria o pai dele. E foi aí que travou. Não pelo dinheiro, mas pela conversa. Pedir pra alguém colocar o nome (e às vezes o imóvel) como garantia é um favor grande, e a pessoa passa a ter que enviar documento, comprovante de renda, escritura. No nosso primeiro apê, a papelada do fiador atrasou a assinatura em quase duas semanas.

A vantagem é clara: no custo direto, costuma ser a opção que menos pesa, porque você não paga uma taxa mensal nem deposita valor grande de entrada. A desvantagem é que nem todo mundo tem um parente que aceite (e se encaixe nas exigências), e mistura relação de família com contrato. Se der ruim no aluguel, sobra pra quem te ajudou.

A regra que a gente adotou: só considerar fiador se as duas coisas fossem verdade — a pessoa se oferecer de coração e vocês combinarem antes o que acontece se algum aluguel atrasar. Colocar isso preto no branco entre o casal evita que um cobre do outro depois.

Caução: dinheiro parado que volta (se você não deixar buraco)

A caução parece a mais simples. Vocês juntam, por exemplo, o equivalente a três aluguéis, depositam, e recebem de volta no fim. Num aluguel de R$ 2.200,00, isso é R$ 6.600,00 saindo de uma vez.

O detalhe que quase ninguém faz é a conta do dinheiro parado. Esses R$ 6.600,00 ficam presos o contrato inteiro. Se vocês estão apertados na mudança, tirar esse valor do fundo de reserva bem na semana em que ainda tem frete, enxoval e primeira compra grande de mercado pode deixar o mês seguinte no vermelho.

E tem o outro lado: a caução só volta inteira se o apê sair como entrou. Por isso a vistoria de entrada bem feita conversa direto com a caução. Todo arranhão que vocês não anotarem na chegada pode virar desconto na devolução. No nosso caso, guardar foto de tudo no primeiro dia foi o que garantiu o valor de volta.

A regra: caução só se o casal tiver o valor sobrando de verdade, sem esvaziar a reserva de emergência. Se juntar esse dinheiro ainda é meta, talvez ele faça mais falta líquido do que preso num depósito.

Seguro-fiança: o conforto que cobra todo mês

O seguro-fiança foi o que a gente mais viu oferecido, e entendi por quê: resolve rápido, sem parente e sem depósito gordo. Você aprova o cadastro e pronto. O preço disso é uma taxa que costuma ser cobrada mensalmente junto do aluguel, ou uma vez por ano.

Aqui mora a pegadinha que o casal esquece. Um seguro que adiciona, digamos, R$ 260,00 por mês ao aluguel vira mais de R$ 3.000,00 no ano. E, diferente da caução, esse dinheiro não volta. É custo puro, como um seguro de carro. Num contrato de dois anos, dá pra pagar quase uma mudança inteira só na garantia.

Não quer dizer que seja ruim. Pra quem não tem fiador nem o caixa da caução, ele destrava a mudança sem comprometer a reserva. Só precisa entrar no orçamento como o que é: uma despesa fixa recorrente, todo mês, ao lado do aluguel e do condomínio. Quando a gente colocou o valor do seguro na mesma linha do aluguel na nossa lista de despesas fixas, a projeção de sobra do mês mudou na hora. Melhor descobrir isso na simulação do que na primeira fatura.

A conta lado a lado que decide

O que destravou pra gente foi parar de comparar por sensação e montar as três colunas. Pega o valor do aluguel de vocês e simula:

  • Fiador: custo direto baixo, mas depende de alguém e da papelada. Some o tempo e o desgaste de pedir.
  • Caução: um valor grande agora que volta depois. Pergunta honesta: esse dinheiro faz falta líquido nos próximos meses?
  • Seguro-fiança: nada de entrada, mas some a taxa mensal vezes os meses de contrato. Esse total nunca volta.

Quando vocês veem o custo total de cada opção pelo contrato inteiro, e não só o da assinatura, a escolha quase se resolve sozinha. No nosso caso, a caução perdeu porque secava a reserva, o fiador travava na agenda de família, e o seguro-fiança cabia na projeção mensal. Escolhemos ele sabendo exatamente quanto ia custar até o fim.

O que NÃO fazer

Não decida no balcão da imobiliária com o corretor olhando. A pressa é o que faz o casal pegar a opção mais fácil de aprovar, não a mais barata pra vocês. E não escolha um sem o outro presente na conta. Vi gente fechar seguro-fiança sozinho pra agilizar e o parceiro descobrir a taxa extra na primeira fatura, o que já começa a convivência no apê novo com uma discussão boba que dava pra evitar.

O próximo passo de 5 minutos

Hoje, antes de dormir, abram o valor do aluguel do apê que vocês querem e escrevam três números num lugar que os dois vejam: quanto a caução tira da conta agora, quanto o seguro-fiança soma por mês vezes os meses do contrato, e se existe um fiador possível na família sem virar climão. Cinco minutos e vocês param de escolher no escuro.

A gente registrou essa decisão no Nós Dois pra não repetir a conversa toda vez que batia a dúvida: a escolha da garantia como uma decisão conjunta, o custo do seguro entrando como despesa fixa mensal junto do aluguel, e a caução virando meta quando ela ainda era dinheiro a juntar. Ter isso num lugar só, que os dois abrem, fez a gente chegar no apê novo já sabendo o tamanho da conta, sem surpresa na primeira fatura.

Veja como o Nós Dois ajuda quem está se mudando — comece grátis

Compartilhar:
#mudanca#aluguel#primeiro apartamento#garantia de aluguel#financas do casal#morar junto

Pronto pra organizar a vida a dois?

O Nós Dois reúne finanças, mercado, contas, decisões e mais num só lugar feito pra casal. 7 dias grátis, sem cartão.

Comece grátis

Leia também